Uma equipa de barco dragão no porto: remar ao mesmo ritmo e seguir o tambor

Ilustração de uma paisagem

O barco dragão é uma embarcação comprida e estreita, onde muitas pessoas remam ao mesmo tempo, sentadas lado a lado, ao ritmo de um tambor. Em vários portos e marinas há equipas que aceitam pessoas sem experiência, e o ambiente é geralmente muito acolhedor. O mais importante não é a força de cada um, mas a capacidade de remar em conjunto, com atenção ao que se passa à tua volta.

A primeira saída

Contacta uma equipa da tua zona e pergunta se podes fazer uma sessão experimental. Explica que nunca remaste e que gostavas de perceber como funciona. Chega ao porto com tempo, com roupa confortável e calçado que possa molhar-se. A equipa tem normalmente o equipamento necessário e empresta-o a quem está a começar. Nunca vás para a água sozinho: vai sempre com quem conhece o local e sabe as condições do dia.

Antes de saíres, o treinador explica como se rema e como se comunica. Cada remador tem uma posição e observa quem está à frente, para acompanhar o movimento. O tambor dá o ritmo, e o objetivo é que todos entrem na água ao mesmo tempo. No início, é normal que os remos não estejam perfeitamente alinhados. Com algumas saídas, o grupo começa a sentir o ritmo, e é aí que nasce o prazer do trabalho em equipa.

Segue sempre as indicações do treinador e de quem conhece o mar ou o rio. A equipa verifica as condições antes de cada saída, e aceita-se com boa vontade que o dia possa não ser bom para remar. Ficar em terra também faz parte do desporto. Se te sentires inseguro, di-lo com naturalidade. Ninguém é obrigado a fazer o que não quer, e a equipa vai sempre ao ritmo do mais lento.

Depois do treino, todos ajudam a levar o barco e os remos para terra. É um momento de convívio, em que se conversa, se comenta a saída e se combina a seguinte. Muitas equipas terminam com um café ou uma refeição simples. Pergunta quando são os próximos treinos e se podes levar um amigo. O barco dragão ensina que remar juntos é mais divertido do que remar sozinho, e que o ritmo comum vale mais do que a força.